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Dois curtas-metragens brasileiros foram selecionados para a mostra paralela do Festival de Cannes, a Semana Internacional da Crítica (entre 15 e 23 de maio), anunciaram os organizadores.
"Areia", de Caetano Gotardo, dividirá as honras da cerimônia de abertura com o longa "Les sept jours", filme franco-israelense de Ronit e Shlomi Elkabetz.
Outro curta brasileiro foi selecionado para a mostra competitiva da Semana da Crítica: "A espera", de Fernanda Teixeira.
A Semana da Crítica é a mais antiga mostra paralela do Festival de Cannes e tem como vocação descobrir novos talentos. Por este motivo seleciona apenas filmes de estréia ou no máximo as segundas obras de cineastas.
Já o curta-metragem brasileiro "Muro", de Tiao, foi selecionado para outra mostra paralela do Festival de Cannes, a Quinzena dos Realizadores. Esta será a 40ª edição da Quinzena.
Confira abaixo a lista de curtas selecionados para a Quinzena dos Realizadores:
"The acquaintances of a lonely John" de Benny Safdie (EUA)
"Mes copains" de Louis Garrel (França)
"Ciel éteint!" de F.J. Ossang (França)
"Je vous hais petites filles" de Yann González (França)
"Il fait beau dans la plus belle ville du monde" de Valérie Donzelli (França)
"Muro" de Tiao (Brasil)
"Kamel s'est suicidé six fois, son père est mort" de Soufiane Adel (França)
"MAN" de Myna Joseph (EUA)
"Summer afternoon" de Ho Wi-ding (Taiwan)
"Every day is not the same" de Martin Turk (Eslovênia)
"The tale of little Puppetboy" de Johannes Nyholm (Suécia)
Fonte: www.g1.com.br 
A próxima reunião da associação será realizada dia 14/04/08, às 19h, no Sindicato dos Bancários. A pauta será a aprovação do Estatuto, escolha do nome da associação e eleição da primeira coordenadoria que ficará responsável por encaminhar a documentação para legalizar a associação.
Na reunião passada sugerimos alteração da nomenclatura dos cargos de Diretoria por Coordenadoria. Dessa forma, teríamos os seguintes cargos:
Coordenador Geral
Vice-Coordenador Geral
Coordenador de Comunicação
Coordenador de Eventos
Coordenador de Produção
Coordenador de Captação
Coordenador Contábil Financeiro
Conselho Fiscal – 3 pessoas
Cada um dos coordenadores, com excessão do coordenador Geral, Vice- Coordenador Geral e Contábil Financeiro, poderá contar ainda com duas pessoas para auxiílio.
Cada coordenadoria vai atuar em áreas diferentes, possibilitando a participação dos demais sócios que não sejam eleitos para atuar na coordenação. A proximidade com todos vai ser bem importante, porque como não há políticas para a área e nem outro órgão representativo em Chapecó há muito a ser feito.
Quanto aos objetivos são mais ou menos os seguintes:
- Criar espaço permanente e periódico para discussão, difusão e acesso ao audiovisual em Chapecó e região;
- Promover intercâmbio com outras associações, instituições da área, profissionais, produtoras, pesquisadores e apreciadores de cinema e vídeo;
- Incentivar a produção audiovisual;
- Reivindicar políticas públicas para a produção e difusão de cinema e vídeo;
- Criar acervo de produções para pesquisa;
- Promover oficinas e cursos na área;
- Organizar mostras e festivais de cinema e vídeo;
- Disponibilizar um banco de dados de profissionais para facilitar a produção e informações para a elaboração de projetos.
Se alguém tiver mais alguma sugestão podemos colocar na pauta da reunião do dia 14.
Quem tiver alguma informação sobre a área e quiser compartilhar com o restante do pessoal, encaminhem para a Tais (taisvalente@gmail.com), que a princípio está responsável por alimentar o blog.
Depois de seis anos sustentando a descumprida promessa de reformar a Lei Rouanet -prioridade assinalada desde a campanha de Lula à Presidência em 2002-, o Ministério da Cultura parece ter concluído que esvaziá-la seria a solução.
Com uma condição: a existência de um 'fundo não-contingenciável' (alheio
a eventuais bloqueios da Fazenda).
A fórmula garantiria que não houvesse recuo do volume de recursos na área, mas o dinheiro ficaria sob a gestão exclusiva da pasta de Gilberto
Gil.
O MinC estima que a Lei Rouanet girou R$ 1 bilhão em 2007. O secretário-executivo, Juca Ferreira, afirma, na entrevista a seguir, que a pasta tem 'um desenho' da mudança.
FOLHA - O artigo que o sr. publicou na Folha não é um retrato da falência da Lei Rouanet, principal sustentáculo do modo de produção cultural hoje no Brasil?
JUCA FERREIRA - Eu não diria falência. No Brasil, às vezes, acreditamos
que um mecanismo pode substituir uma política inteira. Se for um
mecanismo devidamente regulado e para o qual não se transfiram
expectativas que ele não pode atender, podemos mantê-lo.
Temos que ter coragem de dar um salto muito grande, no sentido de
substituir os mecanismos de financiamento [da cultura], que são
praticamente centrados na Lei Rouanet. Temos um desenho feito, mas não
posso ainda anunciar.
FOLHA - Esse desenho contempla a extinção da Lei Rouanet?
FERREIRA - Não. Contempla a modificação da Lei Rouanet.
FOLHA - Se 'todos querem mudar a Lei Rouanet', como o sr. afirma em seu
artigo, por que ela não muda?
FERREIRA - Mudar para onde? Mudar como? Tem gente que propõe acabar com a Lei Rouanet. Conseguimos, em 2007, quase R$ 1 bilhão para a cultura [por meio da Lei Rouanet]. Acabo com essa lei, de onde vou tirar esse R$1 bilhão? Quando pergunto aos que querem acabar, gaguejam e não sabem responder. Quem não tem a obrigação de apresentar alternativa, diz: 'Acaba, já!'. Quem tem só pode propor [o fim da lei], se tiver alternativa de, no mínimo, R$ 1 bi [anual] para colocar na área cultural.
FOLHA - O 'desenho' do MinC está em discussão no governo?
FERREIRA - Desde que chegamos [ao MinC, em 2003]. Há duas coisas
incontornáveis: enquanto o mecanismo principal [de fomento] for a renúncia fiscal e o orçamento [do MinC] for bem menor do que [o montante
da] renúncia fiscal, é inviável pensar numa mudança na dimensão que
precisa ser feita. A área econômica do governo precisa considerar a especificidade da área cultual. Enquanto eles mantiverem a proibição de criar um fundo não-contingenciável, vamos ficar restritos a dois mecanismos -renúncia fiscal e dinheiro orçamentário. Com isso, perdemos uma possibilidade imensa de dar o salto que pretendemos.
FOLHA - Logo, o MinC considera o fundo instrumento imprescindível?
FERREIRA - Sim. Se a gente tem o fundo, o Estado fica com condições
melhores de estabelecer parcerias com a área privada, na proporção de
investimento que achar justa; tudo gerido com critérios predefinidos.
Teríamos um avanço na política de cultura. Definiríamos a proporção [de
investimento] para dança, teatro, cinema etc.